Acabou o remédio de uso contínuo: o que fazer hoje
O passo a passo de quem está sem o remédio agora — inclusive o que a farmácia pode liberar em caráter excepcional.
Losartana, enalapril, anlodipino: como conseguir a receita nova quando a antiga venceu e a consulta é só mês que vem.

Conteúdo revisado por Dra. Jane Melo Cunha — CRM-RN 14540, diretora técnica médica. Última revisão em .
Conteúdo informativo. Não substitui consulta, diagnóstico ou tratamento médico individualizado.
Hipertensão é o tratamento contínuo mais comum do Brasil, e a cena se repete: a cartela acaba, a receita venceu, e a próxima vaga no posto é daqui a três semanas. A farmácia não vende sem o papel e o tratamento fica parado por burocracia, não por medicina.
Interromper anti-hipertensivo de uma hora para outra é perigoso. Alguns medicamentos, como o propranolol e o atenolol, podem causar efeito rebote — a pressão sobe acima de onde estava antes. Se você está sem o remédio, a prioridade é conseguir a receita, não "dar um tempo".
Losartana, enalapril, anlodipino, hidroclorotiazida, carvedilol, valsartana e captopril são medicamentos sem tarja de controle. Saem em receita branca comum, a farmácia não retém o papel, e a legislação não fixa prazo de validade — na prática cada rede adota o seu critério, normalmente entre 3 e 6 meses.
É por isso que a renovação desses casos é a mais simples de resolver por teleconsulta.
Anti-inflamatório de uso frequente, por exemplo, pode atrapalhar o efeito de vários anti-hipertensivos. É informação que muda a conduta.
A Resolução CFM nº 2.314/2022 autoriza a consulta a distância e a emissão de receita nesse formato. Mas o art. 6º, §2º é explícito: em doença crônica deve haver consulta presencial com o médico assistente em intervalos não superiores a 180 dias.
Traduzindo: a teleconsulta cobre o intervalo entre as consultas. Ela não substitui o exame físico, a aferição da pressão no consultório nem os exames de rotina. Se a sua última consulta presencial foi há mais de seis meses, o médico vai — e deve — orientar que você marque uma.
Guarde o PDF original da receita, não um print. A assinatura digital existe dentro do arquivo; uma captura de tela perde a assinatura e o balconista não consegue conferir.
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O passo a passo de quem está sem o remédio agora — inclusive o que a farmácia pode liberar em caráter excepcional.
Vale, e tem base legal desde 2001. O que o balconista confere, e por que print de tela não serve.
Filho, neto ou cuidador pode resolver a receita de quem não usa celular — com alguns cuidados que evitam recusa na farmácia.
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